Oratória e Retórica: O que são e como utilizá-las?

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Técnicas de Oratória

Oratória e Retórica: O que são e como utilizá-las?

Diferentes e complementares entre si, as técnicas de oratória e retórica são indispensáveis para quem quer criar um discurso impactante.

Oratória e retórica são duas técnicas antigas relacionadas à comunicação. Ambas foram criadas a fim de aprimorar os discursos, tornando-os mais persuasivos, seguros e impactantes.

Ainda que parecidas, a oratória e a retórica se diferenciam entre si e têm funções diferentes na elaboração de discursos. O ideal é combinar as duas técnicas para potencializar as apresentações. Continue lendo o post para entender as características e formas de aplicação da oratória e da retórica.

Sobre a oratória e retórica

O termo retórica surgiu ainda no período dos gregos clássicos, usado para definir a habilidade de criar discursos convincentes. Os estudos sobre retórica foram consolidados com o famoso Tratado escrito por Aristóteles e já fazem parte das estratégias de comunicação de empresas, políticos, marcas etc.

O termo retórica significa “orador” e é usado para definir as técnicas de um discurso expressivo e persuasivo, capazes de destacar um orador dentre outros. O objetivo é estabelecer uma argumentação concisa, que misture racionalidade e emoção, para convencer um público sobre determinada ideia. A linguagem precisa ser eficaz, persuasiva e empática.

A oratória também é uma técnica voltada para a transmissão de uma mensagem, com base em um discurso persuasivo e eficaz. A diferença está no uso da expressão corporal como parte do discurso.

Além da argumentação verbal, a oratória leva em conta o tom de voz, contato visual, postura corporal e expressões faciais para aumentar o impacto do discurso.

Por que combinar as técnicas de oratória e retórica?

A arte de falar bem está relacionada aos estudos de retórica, mas falar bem, por si só, não é suficiente para convencer uma platéia. A complementação da comunicação verbal é a oratória, que pode ser definida como a arte de falar bem em público, com apoio da comunicação não-verbal.

Para construir uma retórica consistente, é importante embasar o discurso em teorias, materiais de referência, pesquisas e argumentação lógica. Todo o resto da apresentação consiste em explorar as variações de voz, contato visual, postura corporal e expressões corporais a seu favor.

Um discurso seguro e agradável de ser ouvido/ visto mescla momentos intensos com pausas, apelando para o emocional do público.

Outros fatores relacionados a oratória e retórica

Os estudos sobre retórica e oratória vão muito além do entendimento de técnicas. Isso porque as apresentações contam com o fator emocional, que é inerente ao ser humano. É impossível evitar o surgimento de diferentes emoções durante uma apresentação. As sensações podem variar entre nervoso, euforia, surpresa, medo e alegria, por exemplo. Cada uma dessas sensações afeta as pessoas de formas diferentes, e um orador pode usar isso a seu favor. Outra boa notícia é que é possível treinar o autogerenciamento e apostar no autoconhecimento para se preparar para as situações de nervoso.

Para quem quer levar os discursos para outro patamar, vale fazer um acompanhamento profissional de performance, incluindo avaliações periódicas e treinamentos. A Escola SOAP disponibiliza o curso Super! Oratória, para quem busca por um guia prático e descomplicado.

Com base no conteúdo do Super! Oratória, separamos algumas dicas do que não fazer em apresentações e discursos em público. Confira quais são os 5 erros mais comuns de oratória e retórica:

Eu, eu, eu

O discurso precisa mostrar o valor da sua mensagem para o público. O assunto apresentado precisa ser interessante e atrativo para a plateia, não apenas para o apresentador.

Foco na história também faz parte da oratório e retórica

Em combinação com o erro anterior, esquecer da história que você quer contar dificulta muito a conexão do público com o discurso. Mais importante que o seu conhecimento sobre o assunto é apresentar uma boa história. É isso que convence, encanta e impacta as pessoas.

Informar não é o mesmo que comunicar

Comunicação é uma palavra derivada de Communis, que em tradução livre significa dividir. O objetivo da comunicação não é apenas transmitir informações, mas garantir que o interlocutor entenda a mensagem e até instigar respostas, questões, reflexões e interesse. Aproveite, também, as dúvidas do público para enriquecer seu discurso e adaptá-lo às necessidades da plateia.

Vícios de linguagem

Ouvir os mesmos vícios de linguagem durante toda uma apresentação é extremamente cansativo. Com o avançar do relógio, fica mais e mais difícil para o público não desviar a atenção para as repetições do apresentador.

Cuidado com as expressões corporais repetitivas

Muito similar aos vícios de linguagem, os chamados “tiques” corporais também tiram a atenção do público da mensagem discursiva. É importante identificar possíveis repetições expressivas e corrigi-las aos poucos. Com o tempo, esse treinamento vai transformar a qualidade das suas apresentações.

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